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domingo, novembro 06, 2016

#ENGTIPS 06 - Solar Roadways (Estradas Solares) - O asfalto dá espaço à tecnologia


Fala galera! ...O feito estufa está mais forte e a tendência é que os danos causados ao planeta sejam mais severos e constantes, não é mesmo? As indústrias não querem parar de fabricar os mais diversos produtos e tudo hoje funciona principalmente à base de energia elétrica.

Enquanto isso, as pessoas de todos os países querem continuar usando seus carros para ir até a esquina. E pior, cada pessoa quer ter um carro e ninguém pensa no planeta, pois todo mundo sempre joga a culpa nas empresas e no governo. Todavia, parece que ao menos o governo americano vai tentar amenizar o problema.

Apesar de ser um dos principais países que se recusaram a assinar o Protocolo de Kyoto, os EUA parecem ter mudado um pouco de ideia e agora apresentam um projeto inovador: as estradas solares. Com uma nova tecnologia e uma quantia absurda de dinheiro, o governo americano pretende criar energia limpa e fornecer força para o país sem prejudicar o meio ambiente.

Bem-vindo ao futuro!

Já imaginou se em vez de asfalto as estradas fossem pavimentadas com painéis solares? Scott Brusaw que vive no estado do Idaho pensou nisso e propôs ao governo. A ideia do criador da Solar Roadways é usar painéis fabricados com um material de alta resistência para suportar o peso dos veículos que trafegam o dia todo e ao mesmo tempo aproveitar para captar energia solar e transformá-la em eletricidade.


Tal energia seria utilizada para “alimentar” a estrada, a qual teria toda sua sinalização dependente da energia solar. Sendo assim, não seriam mais necessárias pinturas no chão para indicar os alertas sobre as limitações de trânsito na estrada, como: “Reduza a velocidade”.


Além disso, seria possível exibir mensagens sobre o tráfego na atual rodovia, ou seja, onde há acidentes e outros empecilhos, as mensagens poderiam informar com antecedência algo como “Avenida bloqueada”. E mais, a estrada solar também permitira que todos os semáforos utilizassem energia limpa para controlar o tráfego.

Apesar de parecerem ousadas, todas essas ideias são apenas parte do real projeto que pretende fornecer energia para todo o país. A Solar Roadways quer usar a energia solar captada nas estradas para manter as casas iluminadas e os carros elétricos funcionando.

Mais surpresas para o futuro

Com a possível adoção das estradas solares, a empresa de Scott Brusaw pretende estender o projeto para os estacionamentos, os quais poderão fornecer energia aos estabelecimentos próximos. E aí que está um detalhe que deve levar muitas empresas a terem interesse na nova tecnologia.


Para exemplificar, podemos pensar numa loja que esteja no meio de uma estrada qualquer e não tenha muitos clientes. Caso este estabelecimento forneça energia elétrica gratuita é bem provável que a clientela aumente — isso pensando na ideia hipotética de um futuro repleto de carros elétricos.

E não para por aí, pois os benefícios da energia solar nos estacionamentos poderiam abranger os próprios estabelecimentos, os quais funcionariam independentes de quaisquer usinas ou centros de energia. Sendo assim, muitos locais teriam seus próprios geradores de energia e possuiriam energia constante.


Para completar o projeto, a ideia dos painéis solares em estradas e estacionamentos traria uma novidade interessantíssima para as cidades. Segundo o site oficial da Solar Roadways, a instalação do novo sistema permitira a independência dos postes de energia, o que tornaria o visual das cidades mais bonito e menos poluído.

Além disso, seria possível uma manutenção mais rápida e precisa nos casos de problemas elétricos, visto que os painéis gerariam energia independente para determinados blocos de casas e estabelecimentos.

Como fazer isso?

Instalar as placas solares é a parte fácil do projeto, sendo que o grande empecilho no momento fica por conta do desenvolvimento de um material mais resistente para utilizar nas estradas. Vale salientar que as placas solares usadas em estradas com certeza serão dotadas de um sistema bem desenvolvido que capte toda a energia possível (algo muito melhor do que é utilizado atualmente).


A iluminação nos estradas não seria problema, porque tudo seria baseado na tecnologia dos LEDs e num método eficiente que possibilite a visibilidade das mensagens durante o dia. Os geradores para armazenar e distribuir a energia podem ser algo já existente ou equipamentos novos e mais precisos (ainda não foi dito nada a respeito).

O real problema

Se tudo é tão maravilhoso e se a implementação não é impossível, por que não fazer? A resposta é óbvia: dinheiro! Os painéis solares não são baratos (até mesmo nos EUA custam um valor alto) e a instalação de uma enormidade de painéis solares é inviável num primeiro momento.

Pensando nisso, o governo americano forneceu 100 mil dólares para a Solar Roadways mostrar um protótipo funcional da tecnologia. Caso o resultado impressione os poderosos por trás do dinheiro, é possível que o território americano comece a ganhar as novas estradas e tenha quase 100% de estradas solares em cerca de 5 anos.


Atualmente um metro quadrado de painel solar custa facilmente mais de 2 mil reais, o que significa que um quilômetro (com pista dupla) de estrada sairia por mais de 20 milhões de reais. Claro que estes cálculos são efetuados com base nos painéis disponíveis no mercado, mas com a nova tecnologia pode ser que tudo fique bem mais barato.

Para ter uma ideia, a estrada solar acima citada produziria energia de sobra para sustentar uma cidade com 5 mil habitantes (que consuma aproximadamente 3 milhões de kWh por ano). É importante frisar que as estradas com painéis solares precisarão de poucas reformas, pois durarão até 25 anos.


Esses dados são muito interessantes e devem influenciar os governos de todo o mundo que com certeza podem achar interessante a possibilidade de se livrar das reformas intermináveis em estradas e ainda fornecer uma forma mais eficiente de energia para a população. Eles só não vão gostar mesmo é de desembolsar tanto dinheiro para que tudo aconteça. Confira abaixo dois vídeos (em inglês) que falam sobre o assunto e mostram diversas imagens e opções para o futuro da tecnologia:



Enfim, a proposta está aí, a tecnologia pode virar realidade e apesar dos problemas não custa sonhar. Não é mesmo? Vamos torcer para que dê certo e o mundo possa ficar mais limpo e livre da poluição.


Um abraço.

DS 

domingo, outubro 09, 2016

#ENGTIPS 02 - Smart Grid, a rede elétrica inteligente do futuro


Fala galera! ...Li um artigo superinteressante esta semana sobre distribuição de energia no futuro, mostrando um conceito que engloba varias áreas, e não só a engenharia civil. Tem tudo a ver com futuro e um consumo mais sustentável das fontes renováveis. As redes inteligentes de energia, ou do inglês Smart Grids, são uma nova arquitetura de distribuição de energia elétrica, mais segura e inteligente, que integra e possibilita ações a todos os usuários a ela conectados. No futuro, o fornecimento de energia confiável será importante para o desenvolvimento sustentável das megacidades e essa nova tecnologias será uma parte importante desse desenvolvimento.

Por exemplo, o ano de 2001 ficou marcado na memória do Brasil, em consequência de uma seca prolongada. As usinas hidrelétricas estavam produzindo muito menos que o suficiente de energia derivada das suas fontes renováveis de energia. Em todo o país, o consumo de energia elétrica teve de ser reduzido em 20% dentro de um período muito curto. As soluções de Smart Grid são necessárias para evitar situações como essas no futuro. 

As Smart Grids são redes inteligentes de transmissão e distribuição de energia com base na comunicação interativa entre todas as partes da cadeia de conversão de energia. Elas conectam unidades descentralizadas de geração grandes e pequenas com os consumidores para formar uma estrutura ampla. Esta mesma solução controla a geração de energia e evita a sobrecarga da rede, já que durante todo o tempo apenas é gerada tanta energia quanto o necessário.

Sensores instalados nas redes elétricas enviam dados relativos ao consumo de energia diretamente da unidade consumidora. Esses sensores passarão a alimentar os sistemas comerciais e técnicos, possibilitando o planejamento mais efetivo e eficiente da rede. Além disso, a rede é preparada para reduzir ao máximo a ocorrências e a duração de falta de energia.


Um dos principais componentes das Smart Grids é o medidor inteligente. A medição inteligente ajuda a coordenar a geração de energia e o consumo de energia de modo mais eficiente, especialmente se a proporção de fontes de energia renovável continuar a crescer no futuro.

Os consumidores receberão esses medidores inteligentes que interagem com a concessionária em tempo real, permitindo que acompanhem de perto, ou pela Internet, como a energia é utilizada em casa. Além disso, poderão abastecer seus carros elétricos com energia, uma inovação que em breve se tornará realidade no Brasil. Essas possibilidades de consumo mais econômico e consciente da energia elétrica contribuem também para a redução das emissões de gases de efeito estufa do sistema elétrico brasileiro.

Junto com a Smart Grid, a gestão eficiente da rede elétrica é um passo importante para que o fornecimento de energia seja confiável. Com essa solução, será possível fornecer monitoramento flexível e em tempo real, além de controlar a rede nacional brasileira de transmissão de eletricidade. 

Espera-se que a implantação das redes inteligentes gere valor a todos os setores envolvidos a partir das mudanças a serem implementadas, principalmente aos consumidores.


Abraço

DS

terça-feira, outubro 04, 2016

TENDÊNCIAS #01 - BIM (Building Information Modeling)

Em um post anterior eu escrevi sobre as tendências tecnológicas da construção civil, e em primeiro lugar aparecia a tecnologia BIM, mas você sabe o que isso quer dizer? BIM é uma nova forma de projetar, baseada em modelos 3D ao invés de projetos planificados, e com essa nova técnica é possível integrar e agregar informações, tornando um projeto visível em um único modelo. Isso tudo aumenta a comunicação e a integração entre profissionais, reduz e confronta erros de projeto e agiliza as etapas de um empreendimento.


O BIM propõe a modelagem de um edifício virtual, desde a fase de concepção arquitetônica, passando pelos detalhes construtivos e finalizando com a quantificação dos materiais e acabamentos. Isso tudo utilizando ferramentas de projeto que permitem gerenciar diversas equipes interdisciplinares, minimizando erros comuns ao processo de projeto em 2D.

Ou seja, hoje é possível com tecnologia BIM criar uma edificação a partir da maquete eletrônica, gerando plantas, cortes e vistas, além de simular os detalhes estruturais, interferências externas e internas, cálculos de eficiência energética, entre outros detalhes, de forma que cada um dos componentes criados no projeto seja automaticamente associado aos outros, gerando uma informação completa ao final do processo.


Algumas vantagens e benefícios dessa tecnologia:
  • A comunicação entre os profissionais fica mais clara e rastreável; 
  • Erros de projeto reduzem drasticamente; 
  • O volume de trabalho é reduzido em até 30% (segundo pesquisa de revistas especializadas); 
  • A produtividade aumenta, pois se "antecipa os problemas"; 
  • O controle sobre o cronograma fica mais preciso; 
  • Estimativas de custos ficam mais assertivas; 
  • Riscos são minorados; 
  • A manutenção e gestão da edificação pronta ganha mais qualidade; 
  • O ambiente de obra fica mais seguro e planejado; 
  • O desempenho e eco-eficiência das edificações ficam mais confiáveis. 
Esse sistema vem sendo cada vez mais utilizado por escritórios de Arquitetura e Engenharia tanto no Brasil quanto no exterior, sendo que lá fora, alguns governos como da Noruega, Alemanha, Singapura e Hong-Kong já utilizam esta tecnologia em projetos-piloto, para o total gerenciamento de suas edificações.

O BIM ainda não faz parte totalmente do processo de projeto, no entanto, está claro que a tendência de adoção desta tecnologia é irreversível. Por suas vantagens em relação ao processo de projeto 2D, cada vez mais essa tecnologia tem atraído os profissionais da área. 

Tanto que os fabricantes de softwares CAD tem aprimorado as possibilidades dos programas e também a integração entre os diversos softwares disponíveis no mercado, um deles é o Revit Architecture, da Autodesk, que é um programa de projeto arquitetônico criado baseado no uso da tecnologia BIM. Onde qualquer alteração nos componentes de projeto gera automaticamente a alteração dos documentos 2D (plantas, cortes, elevações), criando desenhos consistentes e completos. 


Se você se interessou sobre o tema, existem vários vídeo aulas no Youtube e também, em sites e e-books com aulas e exemplos dessa nova tecnologia de projetos, e ainda se estiver afim mesmo de entrar de cabeça nessa tendência, um curso mais direcionado não será tempo nem $$ perdido, pois esse investimento pode valer muito em um futuro bem próximo!


Abraço

DS

terça-feira, setembro 20, 2016

#ENGTIPS 01 - Wood Frame

Fala galera!

Nesse ultimo domingo (18/09/16) enquanto tomava meu café da manhã com a TV ligada, vi uma reportagem muito interessante no PEGN (Pequenas empresas grandes negócios), se você não costuma acordar cedo assim e acabou perdendo, clique aqui para ver a reportagem completa!

A reportagem foca na empresa que está utilizando a técnica e como o edital do Senai foi importante para que o empreendimento tivesse visibilidade, porém onde eu quero focar é na metodologia executiva (que é o nosso objetivo aqui ... inovações na construção civil!).


A metodologia utilizada pela empresa para viabilizar os prédios destinados a população de baixa renda é conhecida pelo nome de Wood Frame, que nada mais é do que a maneira como os americanos constroem a maioria de suas casas desde o séc. XIX! mas ai você pensa ...não era pra ser sobre inovação? Pode não ser novidade no mundo da construção, porém para o Brasil que não incorporou em sua cultura essa metodologia, ela se torna algo muito poderoso e atual já que trás consigo as seguintes propostas:

  • Obras mais rápidas e sustentáveis;
  • Redução no consumo de água;
  • Redução na geração de resíduos;
  • Redução da poluição;

Ótimos conceitos, não? Parece meio atual, não acha? ... ai que está a sacada! Muitas vezes temos tecnologias que já existem em outras partes do mundo e que nos proporcionam exatamente o que precisamos. Só precisamos buscá-las, entende-las, e se preciso adaptá-las para serem implantadas aqui em nosso quintal! 


Um ponto muito interessante dessa metodologia que a empresa da reportagem adotou, foi na fabricação dos painéis que seguem um modelo de linha de montagem, onde o projeto elaborado é fornecido à fabrica, que modela e envia as peças na medida exata para serem montadas no campo. Incluindo ainda a infra (elétrica e hidráulica) que já vem embutida nos painéis (evitando danificar as placas e reduzindo os erros no campo!).


Resumindo, o Wood Frame é uma tendência nova por aqui, que agrega a praticidade de uma construção totalmente clean e planejada, juntamente com a pegada de sustentabilidade e possíveis economias de recursos e dinheiro. Vale a pena pesquisar mais sobre o assunto e quem sabe investir no conceito!

Abraço!

DS

domingo, setembro 18, 2016

TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Como prometido, vou tentar compartilhar com vocês algumas tendências que a construção civil vem apresentando para os próximos anos. Começando no assunto, encontrei um estudo realizado pela FIRJAN (Federação das industrias do Estado do Rio de Janeiro) onde foram identificados mais de 260 tecnologias associadas às etapas da construção de um edifício, seja ele comercial ou residencial! Dentro dessas tendências, extraiu-se as principais que vão ao longo dos próximos 10 anos influenciar a competitividade das industrias do setor.
Entre as tecnologias que receberam seis ou mais indicações dos especialistas estão:

  • Building Information Modeling (BIM);
  • Software de simulação em eficiências energética;
  • Uso de energias renováveis em canteiros de obra;
  • Mapeamento acústico das cidades;
  • Informações geo-referenciadas;
  • Simulador de desempenho térmico;
  • Elementos de sombreamento de fachadas;
  • Sistema de automação predial.
Outras tecnologias que receberam pelo menos três indicações dos especialistas foram:
  • Drywall;
  • Light steel frame;
  • Reuso de água cinza;
  • Sistemas de comissionamento;
  • Simuladores para desempenho das instalações prediais;
  • Aplicação de realidade aumentada em processos da construção;
  • Estruturas mistas de aço-concreto;
  • Pisos funcionais;
  • Coordenação modular;
  • Retrofit.
... Essas tendências são o resultado de um mapeamento acompanhado por um grupo de trabalho composto por técnicos do sistema FIRJAN, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (SINDUSCON-RIO) e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 17 especialistas que incluem representantes do setor industrial, de instituições científicas e tecnológicas e de entidades do setor.

Na sequência, entre um post e outro, tentarei detalhar e explicar um pouco algumas dessas tendências para as conhecermos melhor, e quem, sabe te dar um insight para um futuro negócio!

Abraço!

DS